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- QTC! A1 CLUB DX - Tragédia no Japão

Com a tragédia ocorrida no Japão, tendo mais de 2.000 mortos e mais de 10.000 desaparecidos, a A1 International Morsecode e a Japanese Morsecode Club DX, solicitam aos radioamadores do mundo inteiro atenção nas freqüências abaixo, pois estão sendo usadas para a troca de informações de emergência.

3525KHz+/-5KHz  
7030KHz+/-5KHz 
14.100MHz+/-10KHz
21.200MHz+/-10KHz
28.200MHz+/-10KHz
50.100MHz、51.000MHz、 51.500MHz
144.100MHz、145.000MHz、 145.500MHz
430.100MHz、433.000MHz、 433.500MHz

je1trv20071027es

 

A1 CLUB secretary Atsu, JE1TRV
http://a1club.net/je1trv/
je1trv@a1club.net
http://a1club.net/
http://jo1zzz.blogspot.com/

- Hospital de Campanha do Exército é montado em Murici/AL

1132 Em 29/06/2010 - Murici/AL - O Hospital de Campanha do Exército Brasileiro do Rio de Janeiro, que foi enviado a Alagoas para dar apoio no atendimento às vítimas da enchente em Branquinhae municípios circunvizinhos, foi montado na cidade de Murici, numa área em frente ao Hospital Municipal Dagoberto Uchoa Lopes de Omena.
Segundo informou a major do Exército, Simone Moura, o hospital começou a atender na manhã desta terça-feira, 29 de junho. Os equipamentos e estrutura necessária para instalar o hospital, além de uma equipe de 40 militares entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio logístico, chegaram a Murici na manhã de segunda-feira, 28, em um comboio de três carretas e 14 viaturas.
Mais três carretas seguiram com outro hospital de campanha para o município de Palmares, em Pernambuco. De acordo com Simone Moura, a unidade está preparada para fazer atendimento clínico-ambulatorial, emergência e pequenas cirurgias como suturas e curativos cirúrgicos, com capacidade para fazer uma média de 300 atendimentos por dia.
O hospital é o mesmo que atendeu as vítimas do desastre natural provocado por fortes chuvas com deslizamento de terras, no mês de abril, em Niterói e São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Inicialmente, estava prevista a instalação do hospital em Branquinha, um dos municípios mais afetados, mas, a major Simone Moura disse que foi realizado um sobrevoo de reconhecimento nas áreas atingidas e Murici foi o local onde oferecia melhor estrutura para montar a unidade.

Fonte: ASCOM–AL - Foto: ASCOM-AL / Olival Santos

- Volumes absurdos de chuva provocam calamidade no interior gaúcho

O ano mudou, mas as imagens dramáticas de alagamentos, resgates em córregos, casas submersas e cidades inteiras debaixo d’água que marcaram o segundo semestre de 2009 se repetem. Chuva torrencial castigou vários municípios no final do domingo e principalmente nesta segunda-feira. Os maiores volumes se concentraram nas regiões de Alegrete, Soledade, Lajeado e Sobradinho com até 200 milímetros, conforme dados de estações mantidas pelo governo e universidades.

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As estações do Inmet, por exemplo, acusaram até 19 horas 210,4 milímetros em Soledade; 170,4 em Alegrete; 144 em Bento Gonçalves; 112,4 em Santa Maria, 91,8 em Santana do Livramento; e 69 milímetros em Canela. Em Lajeado, a chuva somou até o mesmo horário 151,6 milímetros e em Sinimbu o acumulado até o fim da tarde atingia 236. Rádios e autoridades, contudo, relatavam até 380 milímetros apurados por medições comunitárias em Segredo e Arroio do Tigre, no Centro-Serra. Houve relatos, que não podem ser confirmados, nem tampouco descartados, de até 400 milímetros na região do Centro-Serra. Volumes tão elevados são absurdos e incomuns para menos de 24 horas, sendo equivalentes a mais de três meses de chuva em poucas horas. Ar bastante quente, que trouxe calor intenso de quase 35ºC para o Oeste,  avançou sobre o Estado hoje pelo Norte da Argentina, alimentando a instabilidade. Corrente de jato (vento) em baixos níveis da atmosfera atuava sobre o território gaúcho, acentuando a instabilidade nas áreas de relevo do Centro do Estado.

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O quadro é grave e pode piorar, conforme a avaliação da MetSul Meteorologia. Outros municípios podem passar a apresentar problemas à medida que chuva forte a torrencial atinja outras localidades e volte e cair sobre os municípios já castigados, principalmente da Metade Norte gaúcha, no restante desta semana. O tempo não deve firmar até sexta-feira no Rio Grande do Sul e o risco de chuva forte a torrencial com volumes elevados em curtos períodos em pontos isolados se mantém nesta terça-feira e ainda na quarta e na quinta-feira.

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Temporais isolados com vento forte e granizo não estão fora de cogitação, uma vez que ar ainda mais quente se deslocará para o Rio Grande do Sul nesta terça e por conta da passagem de uma frente fria entre quarta e quinta. Preocupam muito os rios do Centro do Estado porque já subiram muito e tendem a subir ainda mais. O Rio Taquari, em Estrela, subiu assustadoramente ao ritmo de 1 metro por agora à noite e já inundava algumas ruas da cidade. Choveu demais também na nascente do Jacuí e ainda virá mais água para as áreas de Soledade e Espumoso. O risco de novos deslizamentos de terra e queda de barreiras é alto à medida que o solo já está saturado e um tanto instável. (Fotos de Ricardo Duren/Gazeta do Sul e Diane Rigetti/CP e Laerson Rigon/Gazeta da Serra)

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar
Publicado em 04/01/2010 23:34

- Resgates dramáticos e grandes enchentes no Centro do Estado

O nível do Rio Taquari atingiu 24 metros no começo da manhã de hoje no porto de Estrela, alagando áreas ribeirinhas no município e em Lajeado. As águas seguem subindo e a cheia deve ser de grandes proporções. O Rio Pardinho subiu muito no final da segunda-feira e alagou áreas de Santa Cruz. Preocupa a provável forte elevação do Jacuí no Centro do Estado nas próximas 72 horas com a chegada da grande vazão da nascente, onde choveu mais de 300 milímetros. A Defesa Civil de São Sebastião do Caí entrou em alerta na manhã desta terça-feira após o Rio Caí, que ontem estava com 5 metros, ter atingido 9,52 metros às sete da manhã. O rio passa a desabrigar quando alcança 10,5 metros.

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Pessoas ainda aguardam sobre os telhados de suas casas em Candelária nesta manhã pelo resgate aéreo. A Força Aéreas Brasileira e a Brigada Militar mobilizam aeronaves, deslocando até helicópteros da Operação Golfinho do Litoral Norte, para resgatar pessoas isoladas nas áreas sob enchente. O Corpo de Bombeiros de Travesseiros, no Vale do taquari, resgatou na madrugada cinco pessoas de uma mesma família que estavam refugiadas no alto de uma árvore desde o fim da tarde de segunda-feira. Também no Vale do Taquari, um homem que estava sobre uma árvore desde duas da tarde de ontem foi salvo às cinco da madrugada. A escuridão no local e a correnteza no local prejudicavam o dramático resgate. Ele estava em um camping próximo à Lajeado com a família quando o rio começou a subir.

A situação deve permanecer grave no Rio Grande do Sul. Mais municípios podem passar a apresentar problemas à medida que chuva forte a torrencial atinja outras localidades e volte e cair sobre os municípios já castigados, principalmente da Metade Norte gaúcha, no restante desta semana. O tempo não deve firmar até sexta-feira no Rio Grande do Sul e o risco de chuva forte a torrencial com volumes elevados em curtos períodos em pontos isolados se mantém nesta terça-feira e ainda na quarta e na quinta-feira, podendo gerar mais alagamentos e inundações em áreas urbanas e zonas rurais. Dez rodovias estão bloqueadas neste momento no Estado e há centenas de desabrigados. Desde domingo, duas pessoas morreram e duas estão desaparecidas devido ao mau tempo no Rio Grande do Sul. (foto de Renato Oliveira / Correio do Povo)

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar
Publicado em 05/01/2010 07:50

- CVB/SM na 66ª Romaria Estadual de Nossa Senhora Medianeira

 Santa Maria-RS - A Cruz Vermelha filial Santa Maria, prestou seu apoio durante a realização de um dos maiores eventos religiosos da região do sul, A Romaria Estadual de Nossa Senhora Medianeira, que ocorreu no dia 09 de novembro de 2009 na cidade de Santa Maria.

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Com sua base de atendimento montada em ponto estratégico, pode durante todo o dia atender a inúmeros romeiros vitimas da mal súbitos, prestando ainda orientações e apoio no que se refere a saúde e o bem estar.

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Lembrando que A Cruz Vermelha Brasileira/Santa Maria, tem a finalidade de prevenir e atenuar os sofrimentos humanos, com imparcialidade, sem distinção de raça, nacionalidade, nível social, religião e opinião política, e desta forma, destaca-se a participação de todos os voluntários que não mediram esforços para cobrir o apoio ao publico estimado em mais de 250 mil pessoas.

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Veja o álbum de fotos deste evento

album de fotos

- Falta radares meteorológicos no Brasil

imge00  Os meteorologistas até previram a tempestade em Santa Catarina. Mas o alerta sobre o tornado não foi dado porque não havia um radar meteorológico na região para informar sobre o fenômeno.
A função do radar é de detectar com precisão um evento meteorológico que vai acontecer num curto espaço de tempo. Para ser eficiente cada radar deve cobrir um raio de 250 quilômetros.
O problema é que não há radares suficientes para abranger o território brasileiro. Hoje existem 20, mas seriam necessários pelo menos 100 para uma análise eficaz.
"Não basta cada estado resolver colocar um radar. Isso tem que ser uma questão integrada. Estas informações devem ser transmitidas e abertas para todos os órgãos de meteorologia para que eles possam fazer as previsões. E essas informações precisam chegar à defesa civil", explica Luís Augusto Machado, coordenador Cpte/CINPE.
Os radares são só uma das ferramentas para auxiliar na previsão do tempo no Brasil. O serviço de meteorologia conta ainda com estações meteorológicas e principalmente, as imagens captadas pelo satélite americano Goes.
Dados como temperatura, vento e umidade são processados por um supercomputador capaz de fazer seis trilhões de cálculos por segundo.
O problema é que toda essa tecnologia pode não ser suficiente para fazer a previsão correta. No ano que vem o tempo de utilização do satélite americano vai se esgotar e ele será desativado.
A partir daí, o Brasil, para conseguir as informações que tem hoje, terá que compartilhar um outro satélite com os Estados Unidos.
“O problema é que o satélite dedicado aos Estados Unidos, quando tem uma tempestade severa lá, ele para de fornecer imagens da América do Sul e fica só no Hemisfério Norte”, explica.
O Ministério de Ciência e tecnologia informou que criou uma comissão para o estudo de políticas sobre mudanças climáticas. E que está previsto o lançamento de um edital para equipar a rede nacional de informações meteorológicas.

Fontes: Jornal Hoje  - 14/9/2009 -  www.revistaemergencia.com.br

- Todos os ângulos da onda de tempestades

O Sul e o Sudeste do Brasil, o Uruguai, o Norte da Argentina e o Sul do Paraguai experimentaram neste começo de semana uma grave onda de tempo severo que pode ser considerada uma das mais importantes da história recente da região. Condições atmosféricas explosivas para instabilidade geraram um cenário muito favorável para eventos bastante severos como tornados, vendavais intensos, granizo grande e chuva torrencial. São fortes os indícios de tornados no Norte do Uruguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Missiones na Argentina. O mais grave episódio deu-se na fronteira do Brasil com a Argentina, entre a província argentina de Missiones e o Oeste catarinense. Imagens de radar do Instituto Técnico Simepar do momento do tornado na região mostram uma célula que em uma hora (das 20h30 até 21h30m) avança de Missiones, onde um tornado matou 10 pessoas em San Pedro, para a região de Guaraciaba no Oeste catarinense, também atingida por um tornado que matou outras quatro pessoas. A sequência de imagens do radar meteorológico reforça ainda mais a suspeita de que o tornado de Guaraciaba pode ter sido o mesmo de San Pedro na Argentina, uma vez que os dois fenômenos extremos foram gerados pela mesma célula de tempestade. Relatos dão conta que a faixa de destruição no terreno, em alguns pontos, chega ter 800 metros, sugerindo um "tornado wedge" de mais longa duração e intenso.

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Durante toda a segunda-feira a mídia usou imagens de satélite para mostrar que havia condições favoráveis para a ocorrência de tornados na região, mas é importante lembrar que imagens de satélite por si só não se prestam para este tipo de avaliação, sendo a ferramenta do radar a mais importante. Muitas vezes o satélite indica topos muito frios, sinal de nuvens de elevado desenvolvimento, mas em superfície não há qualquer fenômeno adverso. Não foi o caso da noite de segunda-feira. Os topos das nuvens eram tão frios que extrapolaram a gradação da imagem de satélite. Na região, ocorriam os temporais mais intensos naquele horário como o tornado no Oeste catarinense e no Norte argentino (clique para ampliar).

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Nos Estados Unidos, a tecnologia hoje existente, usados dados de nível III da rede de radares meteorológicos Nexrad permite a visualização de células tornádicas com assombrosa nitidez em 3D. Não contamos, contudo, com estas facilidades no Brasil, o que não nos impede de tentar visualizar o que ocorreu também em 3D. Foi o que buscamos para levar a vocês mediante a geração de imagens a partir da análise das 0Z de 8 de setembro, momento do tornado no Oeste catarinense, do modelo WRF. Os mapas mostram a divergência de fluxo, vento e umidade sobre o Sul do Brasil (clique para ampliar).

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Um fator que pode ter contribuído para acentuar ainda mais a instabilidade associada ao avanço do sistema frontal da tarde para a noite de segunda-feira foi a presença maior de umidade na atmosfera resultante das precipitações ocorridas entre a madrugada e a manhã daquele dia na região mais afetada por tempo severo no Noroeste gaúcho e no Oeste catarinense. Na onda de tornados de outubro de 2000, no Rio Grande do Sul, os temporais severos da noite de 11 de outubro foram precedidos de instabilidade mais cedo no dia e fluxo de vento Leste, transportando umidade em baixos níveis. Na manhã do dia do tornado (à noite) em Guaraciaba, a região já tinha enfrentado pancadas de chuva e granizo isolado. A atmosfera já se encontrava extremamente instável a ponto de ter se formado já de manhã na região um enorme aglomerado de nuvens carregadas (clique sobre a imagem de satélite abaixo em alta resolução para ampliar). Com a melhora posterior do tempo e o forte aquecimento diurno, com máximas de 32ºC a 33ºC no Noroeste gaúcho, a instabilidade atmosférica se potencializou ainda mais antes da chegada da frente fria.

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Uma outra imagem extraordinária que apenas a MetSul Meteorologia traz para você. O satélite da NASA usado para estudar a estrutura vertical das nuvens, que faz um verdadeiro "corte vertical" de determinados pontos da atmosfera, conforme a órbita, registrou a onda de tempo severo no Rio Grande do Sul. A órbita do satélite, que conta com equipamentos que funcionam como um verdadeiro radar a partir do espaço, ocorreu no Sul do Brasil às duas e meia da tarde de segunda-feira, no exato momento em que se produzia a série de tempestades severas, tornádicas em alguns pontos, na região entre Bagé e Pelotas (clique sobre a imagem para vê-la ampliada e com outros detalhes), verificando-se o intenso downdraft no flanco Norte.

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A coincidência histórica é que esta severa onda de tempestades se produziu na mesma época em que ocorreu o pior tornado até hoje na América do Sul, o de Encarnación, no Paraguai, em 20 de setembro de 1926 com saldo de 400 mortos, segundo os relatos da época. (Produção de Alexandre Aguiar com modelagem numérica de Marcelo Albieri).

Autor: Luiz Fernando Nachtigall - Publicado em 09/09/2009 07:01

Enviado por Ronimar Costas dos Santos - PU3 CVB

- Dilúvio

Depois de um sábado em que choveu mais de 80 milímetros na zona Sul da cidade, Porto Alegre não recebeu trégua da chuva neste domingo e experimentou outro dia de precipitações intensas, especialmente durante a tarde e o começo desta noite. Na madrugada e durante a manhã, a chuva fraca predominou na Capital e, em alguns momentos, não passava de uma garoa. A instabilidade foi reforçada hoje pela chegada de um sistema de baixa pressão atmosférica que cobre o Rio Grande do Sul e que nesta noite trouxe rajadas de vento de até 60 km/h para a Capital. Veja os acumulados de chuva acumulados nas estações do Sistema Metroclima entre o primeiro minuto dia e nove da noite deste domingo.

  • Lomba do Pinheiro: 68,4 milímetros

  • Sertório (São João): 66,4 milímetros

  • Belém Novo: 53,7 milímetros

  • Moinhos de Vento: 60,0 milímetros

Os volumes de chuva devem aumentar nas próximas horas em Porto Alegre à medida que a tendência é a chuva invadir a madrugada desta segunda-feira. No decorrer da segunda-feira o tempo melhora na Capital com a chegada de uma massa de ar seco e frio. Porto Alegre teve o seu fim de semana mais chuvoso até agora em 2009 no que está sendo também o principal de chuva deste ano na cidade. O acumulado do sábado e deste domingo atingiu em apenas 48 horas a média de precipitação de agosto inteiro (140,0 milímetros na série histórica 1961-1990), que é o mês com maior média pluviométrica na climatologia anual de Porto Alegre. Veja os acumulados de chuva nas estações do Sistema Metroclima entre o primeiro minuto do sábado e nove da noite deste domingo.

  • Lomba do Pinheiro: 134,8 milímetros

  • Belém Novo: 131,7 milímetros

  • Sertório (São João): 122,3 milímetros

  • Moinhos de Vento: 114,8 milímetros

Foi o quarto dia seguido com registro de chuva em Porto Alegre. A chuva acumulada na Capital entre o começo da quinta-feira e a noite deste domingo superou 100 milímetros em todo o perímetro urbano da cidade com os maiores acumulados nas zonas Sul e Leste, justamente onde foram registradas as mais importantes ocorrências de alagamentos. O maior acumulado nestes quatro dias deu-se na estação da Lomba do Pinheiro com 190,7 milímetros. Trata-se do mais significativo episódio de chuva em Porto Alegre desde o intenso ciclone da primeira semana de maio de 2008, ocasião em que choveu mais de 200 milímetros em apenas 24 horas nas zonas Sul e Leste da Capital. Veja os acumulados de chuva registrados pelas estações automáticas do Sistema Metroclima entre o começo da quinta-feira e nove da noite deste domingo.

  • Lomba do Pinheiro: 190,7 milímetros

  • Belém Novo: 173,8 milímetros

  • Sertório (São João): 154,9 milímetros

  • Moinhos de Vento: 151,9 milímetros

No interior, também choveu intensamente com registro de mais de 100 milímetros neste fim de semana em diversas localidades. Os maiores acumulados, como era já esperado, se deram do Centro para o Norte gaúcho. Nas regiões de Cruz Alta e Soledade, a chuva desde sexta-feira ultrapassou 150 milímetros. Veja a chuva acumulada na sexta-feira, sábado e hoje até seis da tarde em diversas localidades gaúchas.

Cruz Alta 175,0 mm Canela 102,6 mm
Soledade 161,8 mm Santiago 100,2 mm
Rio Pardo 141,0 mm Camaquã 98,2 mm
Farroupilha 140,5 mm Palmeira das Missões 92,6 mm
Tramandaí 127,2 mm Bagé 25,6 mm
Santa Maria 111,2 mm Uruguaiana 24,4 mm
São Borja 108,0 mm Santa Rosa 7,6 mm

A segunda-feira começa com muitas nuvens, chuva e rajadas de vento na madrugada no Norte e no Leste do Estado, mas o centro de baixa pressão responsável pelos aguaceiros de ontem se afasta para o mar e uma massa de ar seco e frio passa a cobrir o Rio Grande do Sul. A nebulosidade diminui durante o dia e o sol aparece na maioria das regiões. O início do dia será frio, mas as mínimas ocorrem hoje à noite em grande parte do Estado após uma tarde amena. O tempo seco predomina na semana com frio nas madrugadas de terças e quarta com calor a partir da metade da semana. O tempo melhora nesta segunda-feira, mas os problemas decorrentes das intensas precipitações podem agora aumentar com as cheias dos rios da faixa central do Estado. A chuva foi intensa em toda a Serra, mas foi no Oeste da região serrana que se deram os maiores volumes, agravando o quadro das bacias dos rios Caí e Taquari que devem ter seu pico de cheia entre esta segunda e a terça-feira. A situação se deteriora mais nas próximas horas em São Sebastião do Caí e, após, em Montenegro com a chegada do maior volume de água vindo da nascente do Caí na Serra. Choveu muito ainda nas nascentes e ao longo dos rios Gravataí e Sinos que subirão muito nas próximas 48 horas na Grande Porto Alegre, mas sem expectativa de enchente como a de 2008. A chuva superior a 150 milímetros no Alto Jacuí e intensa ao longo de toda a bacia traz preocupação também com o Jacuí. A chegada do grande volume de água do Jacuí e dos outros rios que alimentam o Delta (Taquari, Sinos e Gravataí) não permite descartar um cenário de cheia nas ilhas de Porto Alegre nos próximos dias.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 09/08/2009 22:04

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Chuvas diminuem no Sul

Neste segunda-feira (10/08), as chuvas persistem no período da manhã entre o centro-nordeste e leste do RS, porém com menor intensidade. No leste de SC e do PR poderá ocorrer chuva localizada ao longo do dia. Nas demais áreas da região o sol volta a aparecer entre nuvens. O mar ficará agitado na faixa litorânea desde o nordeste do RS até a costa sul do RJ, devido aos fortes ventos que devem atingir a região. A frente fria se desloca pelo MS e sul da Região Sudeste, por isto a nebulosidade aumentará e poderá ocorrer chuva fraca no leste e nordeste de SP, sul do RJ e sul de MG. Em MS, sul e oeste de MT, sul de GO, e demais áreas de SP, o dia terá nebulosidade variável. As temperaturas máximas estarão em declínio em todo este setor do país. No litoral leste da Região Nordeste, o dia será com muita nebulosidade e períodos de chuva. Pancadas de chuva ocorrerão também entre o AM, RR, faixa norte do PA, AP, AC e norte do MA. Na área central do país a massa de ar seco continua predominando, e os valores de umidade relativa do ar estarão baixos.

Obs: Texto referente ao dia 10/08/2009-09h56
FONTE :  http://tempo1.cptec.inpe.br/

Enviado por: RONIMAR - PU3CVB

- A gélida fronteira gaúcha

Uma nova e intensa massa de ar polar marítima avança pelo Leste da Argentina, sobre o Oceano Atlântico, começando a ingressar no Rio Grande do Sul. O núcleo mais gelado desta nova massa de ar polar vai desviar para Leste, mas derrubará ainda mais a temperatura no Rio Grande do Sul e Santa Catarina entre hoje e amanhã. No mesmo mapa, com a projeção de temperatura no nível de 850 hPa, observa-se que sobre o Brasil Central há muito ar quente e seco. As massas de ar frio e quente se encontram sobre São Paulo, mantendo forte instabilidade - inclusive com temporais mais típicos de verão - na região por vários dias consecutivos, uma "pseudo-ZCAS" de inverno.

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O ingresso do reforço de ar polar prolonga a onda de frio e derrubou a temperatura, como era esperado, nesta quarta-feira na Metade Sul. Bagé, Jaguarão e Quaraí amanheceram com temperatura abaixo de zero. O frio aumentou também no Oeste e no Centro do Estado. Veja as mínimas registradas nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Meteorologia.

Bagé

-2,0ºC

Chuí

0,7ºC

Quaraí

-1,5ºC

Santa Vitória do Palmar

1,2ºC

Jaguarão

-0,1ºC

Santa Maria

1,5ºC

Uruguaiana

0,2ºC

Pelotas

1,6ºC

Rio Grande

0,6ºC

Canguçu

2,5ºC

Alegrete

0,7ºC

Camaquã

2,6ºC

São Gabriel

0,8ºC

Rio Pardo

2,6ºC

A temperatura na madrugada de hoje chegou a 3,7ºC na estação do Sistema Metroclima em Belém Novo, zona Sul de Porto Alegre. Nas demais estações da rede do Metroclima as mínimas foram de 4,6ºC na Lomba do Pinheiro; 5,8ºC na Avenida Sertório (bairro São João); 6,9ºC no Menino Deus e 7,7ºC no Moinhos de Vento. A temperatura despencou na Capital durante a madrugada com a diminuição da nebulosidade e o ingresso de ar seco e frio associado a uma nova massa de ar polar que trouxe 2ºC abaixo de zero ao amanhecer para Bagé. Na Lomba do Pinheiro, a temperatura no primeiro minuto do dia era de 11,5ºC, tendo alcançado a mínima de 4,6ºC às 7h41m, uma queda de 6,9ºC na madrugada e ao amanhecer. Porto Alegre completou nesta quarta-feira uma semana de frio muito intenso. O ar gelado começou a ingressar na última quinta-feira com uma das mais intensas massas de ar polar a alcançar o Rio Grande do Sul nesta década. Na última quinta-feira (23/07), a mínima foi de 4,1ºC no final do dia. Na sexta-feira, no fim do período, os termômetros indicaram 0,9ºC na Lomba do Pinheiro. No sábado, a Capital teve o amanhecer mais frio no Jardim Botânico desde 1993, igualando o registro de 14 de julho de 2000 de 0,0ºC. Fez 1,1ºC abaixo de zero no Aeroporto Salgado Filho. Geou como há muito tempo não se via em grande parte da cidade. No domingo, a mínima chegou a 0,3ºC abaixo de zero em Belém Novo. Na segunda, a mínima na cidade chegou a 1,3ºC em Belém Novo. A mesma estação acusou 1,6ºC ontem e 3,7ºC no amanhecer de hoje. Nos últimos sete dias, portanto, a maior mínima em Porto Alegre foi justamente os 3,7ºC do amanhecer desta quarta-feira (29). As madrugada desta quinta e ainda da sexta reservam mais frio, o que fará com que Porto Alegre tenha nove dias seguidos com mínima abaixo dos 5ºC, o que constitui um fato notável na climatologia.

À medida que o reforço de ar polar ingressa no Rio Grande do Sul, o frio vai aumentar na Metade Norte. Nas localidades dos pontos mais altos do Estado, como a Serra, Planalto Médio e Alto Uruguai, onde tradicionalmente faz mais frio, as mínimas ocorrem hoje à noite com a temperatura despencando a partir do entardecer. O ar vai estar muito seco na próxima noite, favorecendo que grande parte do território gaúcho amanheça nesta quinta-feira com mínimas perto de 0ºC ou negativas, garantindo as condições ideais para geada generalizada e forte em muitos locais. Amanhã, mesmo com o sol, a temperatura não chega a se elevar muito e a tarde será amena com máximas perto de 15ºC na maioria das localidades. Na sexta, o ar frio já estará mais enfraquecido sobre o Estado, mas ainda estará muito seco sobre o Centro e o Sul do Estado, o que vai garantir mínimas novamente muito baixas nestas regiões. A MetSul trabalha com mínimas entre -1ºC e -3ºC nas próximas duas madrugadas na Campanha e na fronteira com o Uruguai. Na Grande Porto Alegre, pode fazer entre 0ºC e -2ºC na próxima noite enquanto em Porto Alegre a mínima amanhã pode cair a 1ºC ou 2ºC. Marcas negativas são esperadas também na Serra. Na sexta, a umidade volta a aumentar na Metade Norte, o que fará com que as mínimas voltem a se elevar nas áreas mais altas do Estado.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 29/07/2009

- Onda de frio histórica no Rio Grande do Sul e Santa Catarina (2009)


Muitos moradores do Sul da província de Buenos Aires amanheceram testemunhando um cenário que jamais tinham visto. A maior nevada desde 1965 na região trouxe até meio metro de neve. Crianças faziam guerra de bolas de gelo nas ruas de Bahia Blanca, onde a neve, segundo as autoridades, foi a maior em cinqüenta anos. Os maiores eventos de neve na região teriam ocorrido em 30 de agosto de 1869; em 1903; em agosto de 1913; em agosto de 1943; em junho de 1955 e em 9 de julho de 1965. A sensação térmica na cidade atingiu -18ºC.
Cenas de ruas, árvores e casas cobertas de branco se repetiram em vários outros pontos do país. A histórica nevada atingiu ainda as províncias de La Pampa, Córdoba, San Juan, San Luis e Mendoza. Muitos disseram jamais ter visto tanta neve em suas vidas. Em San Luis, a neve atingiu um metro em alguns pontos. Na província de Buenos Aires, o gelo sobre a pista obrigou o fechamento de algumas rodovias. O vento intenso carregava a neve e tornava a visibilidade quase nula, fenômeno chamado de blizzard na América do Norte.
A nevada que começou ainda nas primeiras do dia no Sul da Província avançou para o Norte durante o dia e à tarde estava já no Rio da Prata. No meio da tarde, moradores passaram a relatar neve misturada à chuva na Grande Buenos Aires. Logo após, em boletim, veio a confirmação da neve pelo Aeroporto Internacional de Ezeiza, onde seguia nevando no começo da noite. Apesar do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina não ter confirmado neve na cidade de Buenos Aires, as rádios e emissoras de televisão receberam dezenas de relatos de vários pontos da Capital argentina sobre a queda de flocos de neve. O frio nas ruas portenhas era extremo com garoa, 4ºC e vento de 90 km/h ao fim da tarde. A ventania derrubou árvores e provocou falta de luz, afetando os serviços de trens. A cidade de Buenos Aires testemunhou em julho de 2007 uma grande nevada, a primeira desde 1918.
No outro lado do Rio da Prata, Montevidéu enfrentava no começo da noite de ontem 5ºC, chuva e rajadas de até 100 km/h (reprodução acima do El Observador). Árvores foram derrubadas pelo vento no bairro de Carrasco e outros pontos da cidade. Os portos de Montevidéu, La Paloma e Punta del Este foram fechados devido ao vento. Aulas foram suspensas em Maldonado e até jogos de futebol acabaram adiados pelo temporal de vento e frio. No fim da tarde, moradores de várias localidades do Sul uruguaio passaram a relatar chuva misturada à neve. Nevou também em Santiago do Chile, para onde a previsão de temperatura mínima hoje era de 5ºC abaixo de zero. O frio vai aumentar ainda mais de intensidade e pode voltar a nevar hoje no Leste da província de Buenos Aires e no Uruguai. A região de Buenos Aires e o Uruguai enfrentaram ontem uma tempestade de inverno semelhante a um Nor’easter, um centro de baixa pressão que traz frio intenso, vento acima de 100 km/h e neve para o Nordeste dos Estados Unidos quase todos os invernos.
O ar gelado já começou a ingressar no Rio Grande do Sul e a temperatura estava abaixo de zero no amanhecer desta quinta-feira na fronteira com o Uruguai com dois graus negativos em Santana do Livramento. O ar polar ganha mais força aqui no Estado nas próximas horas, quando a sensação térmica vai estar por demais baixa por efeito do vento com rajadas. A nebulosidade em muitas regiões tornará o dia ainda mais gelado, No final desta quinta-feira, antes mesmo da chegada da madrugada, já podem ser registrados valores de temperatura perto de 0ºC em muitos locais do Estado. Amanhã, o frio aumenta bastante e ainda vai ter vento, tornando o dia inteiro gelado. As máximas da sexta-feira devem ser muito baixas, semelhantes as da tarde do memorável 13 de julho de 2000, ficando abaixo de 10ºC em um grande número de municípios, mesmo com sol. Em Porto Alegre, na sexta, pode ficar apenas ao redor de 10ºC. As madrugadas de amanhã, sábado e do domingo devem ser congelantes no Rio Grande do Sul com marcas negativas generalizadas e que poderiam ser registradas até em Porto Alegre e no Litoral, onde raramente a temperatura cai abaixo de zero. A MetSul reitera que o frio será demais intenso exigirá atenção redobrada das autoridades com a população de rua porque o risco de hipotermia para pessoas desabrigadas será extremo. Há potencial de perdas na agricultura para culturas sensíveis à geada – que será forte a severa em caráter generalizado - e frio intenso nesta época do ano.
A previsão da MetSul Meteorologia indica que na Grande Porto Alegre, poderiam ser registradas mínimas entre -1ºC e -3ºC. Nos bairros mais frio da Capital, a temperatura ficaria entre -2ºC e 0ºC. Marcas de -4ºC a –5ºC, significativas até para a Serra, poderiam ser observadas na fronteira com o Uruguai e no Oeste, o que estaria perto de mínimas históricas, não se descartando marcas menores em baixadas das áreas de relevo da Metade Oeste (-6ºC a -7ºC). Nos Aparados, não podem descartadas marcas de -5ºC a -7ºC, podendo ficar entre -7ºC e 9ºC em áreas de baixada em que não há medição por equipamentos meteorológicos como o Vale da Truta em São José dos Ausentes. No Planalto Sul Catarinense, as mínimas podem ficar entre -9ºC e 11ºC nas baixadas e entre -5ºC e -8ºC na maioria dos pontos da região. A sensação térmica hoje e amanhã tanto nos Aparados como no Planalto Sul de Santa Catarina pode atingir valores de até 25ºC negativos, assim como em 12 e 13 de julho de 2000. O ar gelado trará frio muito intenso ainda para o restante de Santa Catarina, o Paraná e parte do Centro-Oeste, sobretudo no Mato Grosso do Sul. O ar gelado atingirá ainda com força o Paraguai e parte da Bolívia. Há possibilidade de friagem em alguns pontos do Norte do Brasil.
A esmagadora maioria das simulações computadorizadas segue sem indicar neve para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina entre hoje e amanhã. No começo da semana, porém, indicávamos que "dificilmente, se analisada a história, massas de ar polar tão intensas não trazem neve para o Sul do Brasil". É o que seguimos acreditando. Muito mais no dia de hoje. Conforme informado pela MetSul nesta quinta-feira no Correio do Povo, o ingresso do ar mais gelado entre hoje e amanhã se dá com aumento na quantidade de nuvens no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e podem surgir condições ideais para o fenômeno. Havendo instabilidade, as condições estariam propícias até para neve em locais de menor altitude pouco acostumados ao fenômeno. Imagens de satélite mostravam nuvens avançando do Norte da Argentina para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a ponto do radar meteorológico mostrar pela refletividade instabilidade fraca no Oeste gaúcho. A chance, contudo, existe, apesar de ser pequena.
O evento extremo de frio dos próximos dias foi antecedido por valores quase sempre negativos da Oscilação Antártica (AAO) nos últimos três meses e um brutal declínio da oscilação no fim de julho e no começo de julho, tendo alertado a MetSul os seus clientes ainda em 18 de junho último que o comportamento da Oscilação Antártica e da cobertura de gelo no pólo eram indicativos do risco de eventos extremos de frio neste inverno.  (Colaboraram Luiz Fernando Nachtigall e Alexandre Aguiar)
Autor: Eugenio Hackbart - Publicado em 23/07/2009 07:57

- Mudanças climáticas matam 300 mil por ano, diz relatório

reup Brasília - As mudanças climáticas são responsáveis pela morte de cerca de 300 mil pessoas por ano em todo o mundo, de acordo com relatório lançado sexta-feira, 29, pelo Fórum Humanitário Global, entidade dirigida pelo ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan. Em 2030, o número de mortes provocadas pelos impactos do aquecimento do planeta pode chegar a 500 mil por ano, segundo o documento.
No mundo inteiro, o fenômeno já afetou 325 milhões de pessoas e deverá chegar a 660 milhões em 2030 – cerca de 10% da população mundial. Os mais vulneráveis são os habitantes de países pobres, nações com nenhum ou poucos recursos para adaptação às alterações do clima, como preparação para chuvas ou secas cada vez mais intensas, aumento dos nível dos oceanos e surgimento de doenças.
“Apesar dos impactos perigosos, o debate sempre foi focado nos efeitos físicos. Esse relatório tem foco no hoje e no lado humano das mudanças climáticas”, afirmou Annan, durante a divulgação do estudo, de acordo com comunicado da organização.
O relatório também faz projeções sobre o custo do aquecimento global para a economia mundial. Atualmente, as perdas econômicas já somam US$ 125 bilhões por ano – maior que o Produto Interno Bruto de 73% dos países do mundo – e deverão aumentar para US$ 340 bilhões por ano em 2030 se nada for feito para reverter o quadro de emissões de gases de efeito estufa.
Na segunda-feira, 1° de junho, governos de todo o mundo estiveram reunidos em Bonn, na Alemanha, para uma nova rodada de negociações sobre o futuro da regulamentação das emissões de gases de efeito estufa.
Até dezembro, quando ocorre a reunião da convenção da ONU sobre mudanças climáticas em Copenhague, na Dinamarca, os países precisam costurar um acordo sobre o mecanismo que irá suceder o Protocolo de Quioto, cujo primeiro período de compromissos vence em 2012.

Fonte: Agência Brasil  - 29/5/2009

Imagem do Google Earth em uma feira de tecnologia.

- Comissão geral reivindica fundo para prevenir desastres naturais

Os participantes da comissão geral que discutiu a estrutura da defesa civil no País, realizada nesta terça-feira, 31, na Câmara, defenderam a criação de um fundo nacional para apoiar a prevenção de desastres naturais no País. Eles também cobraram ações de formação técnica de voluntários e de estruturação de uma carreira de agente da defesa civil nos três níveis da Federação. Além disso, os participantes sugeriram a obrigatoriedade da defesa civil em todos os estados e municípios; e o apoio a um centro nacional de referência em climatologia e prevenção a desastres. Segundo o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), autor do requerimento para a realização da comissão geral, também é necessário combater a burocracia no atendimento a essas calamidades. Durante o evento, foi lançada a Frente Parlamentar Mista da Defesa Civil, que será coordenada pelo deputado Acélio Casagrande (PMDB-SC), e é composta até agora por 171 deputados e 11 senadores. A decisão de realizar uma comissão geral sobre o tema foi motivada pela conclusão dos deputados da Comissão Externa de Acompanhamento da Tragédia Climática em Santa Catarina de que a falta de estrutura adequada de defesa civil na maioria dos municípios brasileiros é um dos problemas que afetam os repasses de recursos públicos para vítimas de catástrofes. Esse fato foi lembrado pelo presidente da Câmara, Michel Temer, na abertura da sessão. Ele disse que trouxe "a discussão para o plano nacional" para que os parlamentares sejam subsidiados pelo tema. Bornhausen, que presidiu parte da comissão geral, defendeu uma ação suprapartidária para consolidar esse sistema. "É preciso alinhar uma política que saia dos ministérios e chegue à população sob a forma de atendimento emergencial", afirmou. O deputado também presidiu a comissão externa que visitou cidades atingidas por enchentes em Santa Catarina.

Fundo - O secretário nacional de Defesa Civil, Roberto Costa Guimarães, defendeu a criação de um fundo nacional para o setor e disse que uma proposta nesse sentido será enviada pelo governo para a Câmara. Segundo ele, os recursos são importantes porque, até o momento, o sistema de defesa civil brasileiro é financiado por meio de medidas provisórias. Além disso, é preciso reestruturar o sistema de defesa civil, transformando o Decreto 5.376/05, que regula o setor, em uma lei federal. Guimarães disse que o atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, dá atenção ao setor, tendo feito uma aquisição "histórica" de kits de abrigagem. "Preparamo-nos para o pronto atendimento e estamos respondendo de maneira mais positiva na fase do socorro e assistência", disse. O coordenador da Frente Parlamentar Mista da Defesa Civil, Acélio Casagrande (PMDB-SC), propôs a substituição do Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap) por um fundo permanente para a defesa civil. O deputado João Oliveira (DEM-TO) também apoiou a criação do fundo e ressaltou a necessidade da formação de profissionais para atuarem na defesa civil.


Prevenção - O diretor do Departamento Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina, major Márcio Luiz Alves, ressaltou que é preciso mudar a ótica do desastre para agir na prevenção. Ele também defendeu a criação de um fundo nacional que destine recursos para essa fase da defesa civil. Alves destacou a necessidade de adaptar as leis do setor às mudanças climáticas recentes e ao transporte de produtos perigosos, que são a maior fonte de desastres, e estabelecer a obrigatoriedade de criação da defesa civil em todos os municípios, já que muitos não têm. "Em 1995 já se falava em uma política nacional de defesa civil, e precisamos fazer com que isso saia do papel. Precisamos fazer com que aquilo que os técnicos vivem no dia-a-dia se torne uma legislação nessa Casa", disse. Na mesma linha, o diretor de Departamento da Defesa Civil de Guarulhos (SP), Paulo Victor Novaes, afirmou que a defesa civil precisa atuar de forma preventiva no País. "Parece que a sociedade acostumou-se a sempre resolver os problemas e não preveni-los. Seria um avanço os prefeitos investirem em prevenção", afirmou. Novaes disse que a defesa civil "tem que olhar para dentro do município", instituindo a figura do agente que conhece bem a região e que avalia as estruturas de edificação de cada cidade, prevendo catástrofes, como desabamentos. Em relação às iniciativas de socorro, segundo o diretor, é preciso implementar telefones de emergência, pois muitos municípios ainda não contam com o serviço. Além disso, é preciso definir parceiros, como hospitais. A última etapa, concluiu Novaes, é a da recuperação, que passa pela doação de colchão ao recolhimento de material de construção para reconstruir uma cidade.
Fonte: Agência Câmara Foto: Elton BonfinBrasília/DF

- Condição Atual da Atmosfera ao Longo do Brasil

Áreas de instabilidade conhecidas por Alta da Bolívia, Zona de Convergência Intertropical e Vórtice Ciclônico de Altos Níveis provocam muita nebulosidade e chuvas sobre boa parte do país nesta terça-feira. As nuvens mais carregadas estão sobre o Pará, Amazonas, Tocantins, Rondônia, sudeste de Goiás, oeste de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Por outro lado, duas massas de ar seco inibem a formação de nuvens de chuva em boa parte do Nordeste e no centro e norte de Minas Gerais, além do Rio Grande do Sul. O verão está terminando com grande variação na distribuição de chuvas. Todo o Centro-Oeste e partes do Acre, Amazonas (sul), Pará (sul, Tocantins e Maranhão (sul) terminarão com chuvas bem abaixo da média. O desvio negativo passa dos 500mm em algumas localidades do Mato Grosso, sudeste do Amazonas e sudoeste do Pará. Em Sorriso, grande área produtora de soja, milho e algodão, o déficit chega a quase 800mm neste momento. Choveu dentro da média apenas em dezembro. Já os meses de janeiro, fevereiro e março apresentam grandes déficits. Isto trará conseqüências muito ruins a longo prazo, no outono e inverno. Acredito que muitos ainda se lembram da grande seca que a Amazônia passou em 2005. Acredito que não registraremos tamanha tragédia, mas provavelmente faltará água até mesmo para consumo humano em algumas partes especialmente de Mato Grosso mais para o final do inverno e início da primavera. Com relação ao excesso de chuvas, as áreas mais beneficiadas foram o leste do Rio Grande do Sul, norte de São Paulo, centro e leste de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro, centro e sul do Espírito Santo, parte do leste do Nordeste (entre Pernambuco e Rio Grande do Norte) e parte do norte do Nordeste e Norte (norte dos Estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Rondônia e Amapá). Destaco os grandes desvios positivos registrados no oeste do Amazonas e norte do Amapá. Em Oiapoque, choveu 900mm a mais que o normal graças ao atraso da migração da Zona de Convergência Intertropical. Em dezembro choveu 200mm acima do normal. Em janeiro, choveu 500mm a mais que o normal. Já em fevereiro, choveu 200mm a mais que o normal. Com relação à temperatura, tivemos de tudo um pouco. Todos ainda se recordam dos recordes de calor da semana passada, mas poucos se lembram que Porto Alegre registrou a temperatura máxima mais baixa de sua história em janeiro: 17,7°C no Jardim Botânico no dia 03. Já com relação aos recordes de calor, vale a pena lembrar de São Paulo, que registrou a maior temperatura da história de março: 34,1°C no dia 01º. Apesar do valor extremo, vale lembrar que a segunda maior temperatura de março foi de 34,0°C em 2003 e em 1999. Ou seja, o recorde aconteceu apenas por 0,1°C. Olhando o Brasil como um todo, observa-se excesso de calor no norte do Paraná, Sudeste, Mato Grosso do Sul, Goiás e Região Nordeste. Já no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, o verão termina com poucos desvios. Mato Grosso, Rondônia, Acre, Pará e Amapá terminam o verão com temperatura ligeiramente abaixo da média.
Atualização:10-03-2009
Enviado por Ronimar. PU3 CVB