Foto da capa

Foto da capa

- Projeto Curumim do 1º B Com.

Santo Ângelo-RS - Atualmente o 1º Batalhão de Comunicações (Santo Ângelo-RS) esta desenvolvendo um projeto de música clássica com crianças do seu projeto curumim (Pelotão Esperança). Tem como base o projeto similar da Orquestra Cidadã ( www.orquestracriancacidada.org.br/occ ) e como objetivo a participação das crianças executando Violinos e Flautas. O Projeto já adquiriu alguns instrumentos (violinos) e logo receberá mais algumas flautas.

Sobre a vocação regional das Missões noroeste do RS,  fontes históricas destacam que:

- As Missões tiveram a primeira orquestra sinfônica da América, onde os indígenas fabricavam instrumentos (violinos, cellos etc);

- A cidade de São Miguel das Missões da grande ênfase para a música, tendo trazido um dos três tenores mundiais (José Carreras) para apresentação juntamente com a OSPA aqui nas Ruínas Missioneiras, que representam o único Patrimônio Histórico Cultural do RS reconhecido pela ONU.

Já quanto as possibilidades institucionais também destaca que:

- O Exército abriu espaço e avançou fortemente ampliando a qualidade, a performance e a excelência do seu aspecto cultural, com espaço para os instrumentos de cordas. São exemplos a recente criação da Banda Sinfônica do Exército (cellos e violas), e o Projeto acima mencionado da Orquestra Cidadã, onde temos crianças carentes participantes de projeto cultural de inclusão social através da música dentro de uma Organização Militar como o 7º Depósito de Suprimentos do Exército (DSUP) no Recife.

A viabilidade para a implementação desse tipo de projeto é barrada por falta de especialistas do setor (Músicos - pedagogos). Segundo especialistas esse é o calcanhar de Aquiles do próprio MEC.
André Luis de Freitas é graduado em Tecnologia em Gestão Pública pela  Faculdade  Internacional  de  Curitiba. Sempre preocupado com a reciclagem e atualização participou no de 1996 dos Cursos de Invernos de Violino, na Universidade Estadual de Londrina. No ano de 2000 participou do curso de Pratica de Banda Sinfônica, na Universidade Federal do Paraná. Em ambos os cursos, obteve acesso a professores europeus e americanos absorvendo conhecimentos hoje prontos para repassar ao projeto.

Sobre a metodologia de ensino, emprega-se o método Suzuki que aborda pontos importantes da filosofia no que aborda:

- Participação dos pais no aprendizado;
- Meio ambiente musical favorável;
- Postura positiva dos pais e professores no aprendizado do aluno;
- Pais atuam como incentivadores;
- Não utilizar censura ou correção inoportuna;
- A busca da qualidade deve ser uma tônica para os alunos;
- Cooperação ao invés de competição;
- Respeito à individualidade de cada um;
- Repetição com constante avaliação crítica;
- Prática diária, em seções curtas, sempre com alegria;
- Repertório comum para facilitar a socialização;
- Caráter primeiro, habilidade depois.

A saber que o método Suzuki foi desenvolvido por Shinichi Suzuki, no Japão, pouco depois da Segunda Guerra Mundial. O método utiliza a educação musical para enriquecer e melhorar a vida de seus estudantes. O método é direcionado a crianças e consiste basicamente em brincadeiras, para que a criança se divirta enquanto aprende.

O princípio do método é centrado na criação do mesmo ambiente para aprender música que a criança tem para aprender a sua língua materna. O objetivo é tentar envolver o estudante com a música da mesma forma que ele se envolve com a linguagem quando está aprendendo a falar. O ambiente ideal para isso inclui amor, bons exemplos, elogios, e um determinado tempo de estudo, de acordo com o desenvolvimento do aluno.

A aprendizagem de um instrumento pode ser feita de múltiplas e variadas maneiras, tantas quantos os professores e alunos envolvidos num processo tão altamente personalizado. Vários pedagogos propuseram metodologias de ensino que vieram a inspirar um sem número de abordagens repensadas e aplicadas em função de diferentes realidades. Uma delas deriva do método concebido pelo pedagogo japonês S. Suzuki, que atribui um papel fundamental às aulas de conjunto e permite o início da aprendizagem desde muito cedo, podendo começar aos três anos de idade.

Esta metodologia desenvolve as capacidades visuais, auditivas e motoras, promovendo a auto-estima e o companheirismo entre alunos, pais e docentes. É hoje amplamente divulgada nos cinco continentes e consiste na aprendizagem do instrumento pela via da assimilação intuitiva, algo que se pretende semelhante à forma como todos nós nos familiarizamos desde tenra idade com a nossa língua-mãe. No seu todo, é um sistema em que os próprios pais assumem um papel determinante, já que participam ativamente em todo o processo; quer nas aulas, quer nas apresentações públicas. Assim, e tendo em consideração as experiências pedagógicas acumuladas nos últimos anos, não só no Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa como noutras escolas em Portugal e nos EUA, passou a funcionar na Metropolitana uma organização de estudos baseada nesta metodologia desde o ano letivo 1998/99, como alternativa ao método tradicional. Um projeto que beneficiou de uma remodelação a nível ideológico, estrutural e pedagógico no ano letivo de 2004/2005. Neste sistema, para além das aulas individuais semanais de 1 hora, os alunos freqüentam mensalmente duas aulas de conjunto que permitem preparar um vasto repertório musical e dar assim resposta a tantas e tão diversificadas solicitações para concertos.

É assumida uma vertente humana muito forte, sendo de realçar os diversos concertos de solidariedade freqüentemente realizados. Os professores do grupo, sob a orientação do Método Suzuki, valorizam e promovem um espírito de companheirismo entre alunos e famílias envolvidas. Crentes de que o ensino da música é fundamental no desenvolvimento intelectual, físico e cultural das crianças, é com todo o empenho que se dedicam a este projeto. 

Nas fotos do STen J.Mauro, registro da apresentação de final de ano da Banda de Música e do grupo de violinos do Projeto Curumim do 1º B Com.

violinos curmim 2010 J.Mauro  CURUMIM E BANDAJ.Mauro CURUMIM VIOLINOJ.Mauro

5 comentários:

  1. PARABENS A ESSA FANTASTICA INICIATIVA DO EXERCITO AÍ NO RIO GRANDE DO SUL; ISSO DEMONSTRA QUE ESTAR ALINHADO CULTURALMENTE COM PAISES DE PRIMEIRO MUNDO SÓ DEPENDE DE INVESTIRMOS NA EDUCAÇÃO; VEA QUE COM ISSO O EXÉRCITO FAZ CORO COM INSTITUIÇÕES DE EXCELENCIA AÍ NO SUL DO BR COMO A UFSC; VEJA O PROJETO DAQUELA UNIVEERSIDADE: Educação musical/educação popular : Projeto Música & Cidadania, uma proposta de movimento
    Este trabalho apresenta-se como investigação-ação em Educação Musical realizada por uma educadora em um contexto de classes populares, mais especificamente sobre o Projeto Música & Cidadania, ligado a ONG denominada CEAFIS (Centro de Apoio à Formação Integral do Ser) localizada na periferia da Grande Florianópolis. Reflete sobre a trajetória do Projeto dentro desta Organização, sua importância, crescimento e sua atuação dentro da comunidade. Seu foco principal centra-se na necessidade de uma reflexão sobre os processos de ensino-aprendizagem, dentro daquele contexto, na necessidade de uma Educação Musical que procurasse os significados na própria prática da comunidade, com vistas a uma atuação mais coerente em música e educação. Dentro desta perspectiva, o foco se colocou no Movimento, encarado no seu sentido mais amplo, ou seja, o movimento presente no lidar com a música dos moradores da comunidade, o movimento que a música sugere e o movimento através da mudança de paradigmas dos integrantes do Projeto no decorrer deste. Surgiu também da necessidade da reflexão sobre uma Educação Musical mais contextualizada, preocupada com a cultura e referências dos integrantes do Projeto. Os capítulos apresentados na estrutura da dissertação procuram dar uma noção de seqüência da construção do Projeto, seu surgimento, sua história, bem como os referenciais teóricos que serviram de base para essa reflexão, e os da sua reflexão em si.

    ResponderExcluir
  2. Simplesmente fantástico. Parabéns por este belo trabalho.

    ResponderExcluir
  3. Amigos; fui militar e agora estou trabalhando no STF; como SANTOANGELENSE só tenho o que me orgulhar dessa fantastica iniciativa; P-A-R-A-B-É-S-N-S a todos os envolvidos nesse processo de resgate da cidadania exatamente no local onde existe a necessidade de atenção do estado: a Infância.

    ResponderExcluir
  4. Parabéns camarada Amilton e à todos que colaboram com este projeto.
    Se cada um de nós fizermos a nossa parte "O Todo" fica mais leve. E nossas gerações colherão os frutos.
    Belíssimo trabalho!
    Atenciosamente, Administração.

    ResponderExcluir
  5. Esse trabalho tem continuidade atualmente; alguem sabe? Pois na carreiras publicas as vezes um bom profissional vai para outra cidade e aqueles que ficam não tem pessoal qualificado para retomar o trabalho e fica sem continuidade os projetos muitas vezes importantes; por falta de preparo técnico dos atuais agentes; hoje no EB tem muito cérebro privilegiado sendo perdido para outras áreas que valorizam mais; é preciso valorizar esses profissionais em todos os ambitos!

    ResponderExcluir