- Da nossa janela, o último amanhecer 2014

4Hora de agradecer pelas bênçãos em nossas vidas, pela família, pelo trabalho e pelas amizades. Lembrar que as dificuldades foram para nos fortalecer na fé. Que em 2015 o Senhor Jesus possa nascer no coração de todos.

- Os Nossos Heróis

     Passamos boa parte da nossa existência cultivando imagens de heróis.
     Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
     A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
     O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? Envelheceram....
     Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso.
     Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
     Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
     Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
     Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
     Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
     É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
    Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
     Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
     Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.
     Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias.
     Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós?
     Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febre? E nós ficamos irritados quando eles se esquecem de tomar seus remédios e, ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
     É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros...
     Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
   Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã, quando eles já não estiverem mais aqui conosco, possamos lembrar com carinho de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que tenham derramado por nossa causa. Afinal, nossos heróis de ontem serão nossos heróis eternamente: nosso pai e nossa mãe.


Autor desconhecido.

Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br/md/ad/os-nossos-herois

- Dia do Músico Militar na APMMG/2014

Por Amilton Passos

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Belo Horizonte-MG - A Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, situada na capital mineira, Belo Horizonte, foi palco no último dia 21 de novembro, de significativa atividade alusiva ao dia do Músico Militar.

A convite do Cel PM Hebert Fernandes Souto Silva (Comandante da Academia de Policia Militar MG) e do Cel PM Fabiano Villas Boas (Comandante da Diretoria de Comunicação Organizacional), participei das atividades desenvolvidas.

Após a solenidade com a presença das autoridades e músicos das diversas organizações civis e miliares, inicio-se as atividades do Workshop/2014, com o objetivo de proporcionar aprimoramento técnico aos músicos militares. As oficinas foram ministradas por renomados professores na área musical em Minas Gerais e no exterior.

Parabenizo os organizadores, em especial o 1º Ten Mus Marco Aurélio Araújo Lacerda, que não mediu esforços para o sucesso do evento. Parabenizo ainda a todos os músicos militares do nosso Brasil, por tão importante data e importante missão. Sucesso e aplausos para todos.

Transcrevo a mensagem proferida pelo Cel PM Fabiano Villas Boas, Comandante da Diretoria de Comunicação Organizacional:

“A Bíblia, Cap 6 do livro de Josué descreve a batalha que este empenha em Jericó contra Cananeus. Ao som das trompas construídas com chifres de carneiros, o Shofar, as muralhas de Jericó, com mais de 7 metros de altura cedem, ao som destas trompas, e Josué conduz seus homens à vitória.

Os gregos acreditavam que cada modo da escala musical imitava um afeto humano, e, portanto, tinha também a capacidade de provocá-lo. A isso davam o nome de ETHOS. Quando se queria provocar a paixão, se escolhia um tipo de modo, a piedade outro e consequentemente, para a guerra outro modo.

Em Roma, a música militar era mais organizada. Três instrumentos de sopro faziam parte dos músicos da tropa, classificados de TROMBA. A eles se uniam os tambores. Havia um dia festivo para estes músicos, os AENEATORES, chamado Tubilustrium. Era o dia 23 de maio.

As notas musicais tinham funções diversas, mas uma das mais importantes e indispensáveis à época, era a transmissão de ordens dos comandantes das tropas no campo de batalha. Aonde a voz não chegava o som em notas musicais penetrantes e de grande volume não deixavam dúvidas aos combatentes sobre o que fazer no pandemônio da Batalha.

A história sobre os músicos militares é interessante, minuciosa e cativante, mas, em fim, Napoleão Bonaparte foi quem deu status diferenciado aos músicos da tropa. Para ele, as másculas harmoniosas inspiravam audácia e coragem aos soldados (Ai se engloba todos, do Comandante ao mais subalterno). Na Mogúncia, em 1813, Napoleão escreveu a seu ministro da guerra “Passei em revista a vários regimentos que não tinham banda. Isto é intolerável! Apresse-se em enviá-las.”

E assim as bandas militares foram se constituindo no mundo inteiro e sempre servindo de referência musical na sociedade a qual ela servia por meio de suas instituições.

Napoleão tinha razão. Difícil é encontrar um militar, seja de qual força for, que ama o que faz, bem como à instituição a que pertence, que algum dia não tenha se emocionado ao sentir o efeito da batida do bumbo em seu estômago. Confesso neste momento, após 26 anos e nove meses de efetivo serviço, o passar da banda de música em um desfile de tropa ainda me faz arrepiar e ter que engolir as lágrimas emocionadas pelo orgulho de pertencer à PMMG. Não tenho dúvida que este sentimento me acompanhará pelo resto de minha vida, pois assim o foi com meu saudoso avô e assim o é com meu pai.

E é justamente pela emoção que sentimos decorrente das várias atuações dos músicos militares durantes as diversas fazes de nossas carreiras, é que nos enchemos de coragem e de audácia para partimos todos os dias para esta guerra urbana que assola o Brasil, na busca constante e incansável pela paz social.

Os músicos militares são extremamente importantes, pois asseguram a cultura militar, fortalece o moral de tropa, e estimula a cultura musical, no meio militar e civil.

Quando necessário são mais que músicos. Nos dias atuais, se incorporam à tropa, não para tocar as ordens dos comandantes, mas para combaterem a criminalidade por meio da prevenção e repressão criminal.

E quando não, lá estão abrilhantando eventos públicos e sociais, demonstrando que a PMMG e outras instituições tem seu lado cultural e social.

Hoje temos a grata e honrosa satisfação de termos sob a subordinação da Diretoria de Comunicação Organizacional, o Centro de Atividades Musicais. Tenham a absoluta certeza de que temos a plena consciência da importância e do desempenho dos senhores e senhoras. Estaremos trabalhando sempre juntos.

Enfatizo aqui a parceria fundamental com a Academia de Polícia Militar na administração do Centro de Atividades Musicais por meio de uma sintonia fina e harmoniosa. Na oportunidade, agradeço ao Sr Cel Hebert, Comandante deste Educandário, pelo apoio constante à DCO.

Parabenizo a todos os organizadores das comemorações do dia do músico, diretos e indiretos, assim como os participantes das atividades programadas pelo sucesso e alto nível do evento.

Muito obrigado e um bom Dia!”

Assina: Cel PM Fabiano Villas Boas

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- Dia do Músico 2014

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