Foto da capa

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- Parabéns povo gaúcho, parabéns pelo 20 de setembro

Parabéns Povo Gaúcho. A Revolução Farroupilha é o mito fundante da cultura gaúcha. É a partir dela que se estabelece toda a identidade do povo gaúcho, com suas tradições e seus ideais de liberdade e igualdade. Hoje a cultura gaúcha é reverenciada não só no estado, mas no país e no mundo. E a cada 20 de Setembro, o gaúcho reafirma o orgulho de suas origens e o amor por sua terra.


- Tamâm? - Crônicas e Reflexões de um Brasileiro no Sudão.

1588048383Esta obra reúne 45 crônicas, que retratam, com bom humor e seriedade, o ambiente de guerra civil vivido pelo autor, entre os anos de 2008 e 2009, quando desempenhava a função de Observador Militar das Nações Unidas no Sudão, antes da divisão do País, em Sudão e Sudão do Sul, que veio a ocorrer em 2011. Após cada relato, o autor apresenta reflexões comparativas, entre o que viveu naqueles dias de horror e os cenários apresentados pelo Brasil, momentos em que questiona por que a sociedade brasileira ainda não chegou aos patamares de um país desenvolvido. Ao final do livro, o autor apresenta as lições aprendidas durante a missão naquele país africano, bem como alinhava algumas respostas aos questionamentos feitos ao longo da obra, de maneira simples e elucidativa.


... ”Tamâm é uma obra simples, que reúne por meio de crônicas, os acontecimentos – pitorescos ou não – e também as dificuldades e reflexões por que passou este autor, quando desempenhava a função de observador Militar das Nações Unidas no Sudão, entre os anos de 2008 e 2009.

O tempo decorrido entre a realidade dos fatos e sua publicação permitiu boa maturação das ideias, sem que os ensinamentos perdessem atualidade.

O cenário é um país em guerra civil, àquela época, único, porém, hoje, dividido em Sudão e Sudão do Sul. As narrativas, neste livro descritas, abarcam fatos ocorridos nos territórios atualmente pertencentes aos dois países.

Esta senda tem um coração. O intuito do conteúdo de cada uma das páginas a seguir é revelar e tornar transparentes os sentimentos, emoções, angústias e aflições que rondam um ambiente de missões de paz, conduzidas sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU), bem como extrair lições aprendidas, que possam servir como objetos de reflexão crítica, sobretudo, acerca da necessidade de investimentos mais seriamente em educação no Brasil.

Oxalá as letras presentes nesta obra, e a energia que as une, possam despertar nos leitores a vontade entrópica de clamarem por reformas alquímicas em nosso sistema educacional, a fim de que tenhamos homens, mulheres e crianças livres dos grilhões da opressão e da ignorância política, cultural e intelectual, para que possamos caminhar certeiros em direção à consolidação de uma sociedade brasileira mais justa e perfeita, tal qual a descrita por Platão em sua obra “A República”.

Que possamos refletir criticamente sobre todas as mazelas que afetam nosso País, e que a via cardíaca, trilhada neste livro, desperte-nos a necessidade consciente de adotarmos o caminho da devoção e do serviço à humanidade em nossos estilos de vida.

Acredito, fielmente, que somente a educação e o serviço podem transformar os destinos do Brasil. Que a leitura dessas crônicas possam servir de instrumento para essa metamorfose brasílica urgente e necessária.

Tamâm? (Ok, tudo bem? – no dialeto falado em território sudanês)”.

Por Ândrei Clauhs (Autor)


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- Entreguemos ao Senhor as lutas…

"... Um prato de sopa, em nome do Mestre, vale mais que centenas de palavras vazias, quando as palavras estão realmente vazias de compreensão e de amor. Entreguemos ao Senhor as lutas estéreis a que somos tantas vezes provocados e prossigamos, com Ele, no trabalho edificante do bem... "

Bezerra de Menezes e Chico Xavier. 

Lição 13: Trabalhando. Livro: Cura.

- VII Jornada de Estudos de História Militar

Rio de Janeiro – o Exmo Sr. Gen Bda Severino de Ramos Bento da Paixão, Diretor do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, convida para as atividade da VII Jornada de Estudos de História Militar, que será realizada  no dia 12 de setembro do corrente ano no Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército (CEPHiMEx), no Espaço Cultural Palacete Laguna, Maracanã – RJ.

Convite VII JEHM

- A música militar e sua harmoniosa missão

Este artigo traz à reflexão o emprego da música militar na antiguidade e nos dias atuais. Os chamados "bandos de aventureiros" do Século IV, colocam-se, hoje, entre os principais instrumentos psicológicos no despertar das grandes massas. Tal poder deve ser levado a sério e utilizado nas operações militares, confirmando a citação do General Jonas Correia, em 1921: "A canção militar é um alimento para o espírito militar e estimulador da alma do soldado".
É sabido que a atuação da banda de música influencia, espontaneamente, todo o efetivo de uma unidade militar e, quando levada para além dos muros da caserna, causa admiração, provocando aplausos. Isto gera, nos bons patriotas, intenso desejo de ingresso na vida castrense. Quem de nós poderá afirmar que nunca se emocionou ao ver e ouvir uma banda de música executar hinos pátrios ou desfilar garbosa, despertando uma irresistível vontade de marchar ou cantar? É pura magia em forma de convite para avançar, como Napoleão Bonaparte afirmou: "Ponha uma banda de música na praça e o povo a seguirá para a festa ou para a guerra".
No passado, o músico militar era autodidata. Nos dias atuais, com a evolução e o aprimoramento profissional do Exército Brasileiro, em 2005, criou-se o Curso de Formação de Sargentos Músicos na Escola de Instrução Especializada (EsIE). Em 2011, o curso transferiu-se para a Escola de Sargentos de Logística (EsSLog) e, em 2015, passou a formar as primeiras mulheres musicistas, concluindo mais uma etapa evolutiva da Força. Nessa Escola, são formados também, os mestres de música, futuros regentes das bandas de musica e fanfarras do Exército, distribuídas pelo território brasileiro.
As obras musicais apresentadas pelas bandas e fanfarras seguem padrões modernos, abrangendo todas as camadas da sociedade e representando a música dos quatro cantos do Brasil. A formação primorosa e a aplicação desses músicos em diferentes atividades transformam-nos em artistas comparáveis aos das mais avançadas orquestras mundiais, verdadeiro espetáculo de sons.
O Exército de Caxias cultua valores, costumes e tradições, sendo um deles as bandas de música e fanfarras. Por essa razão, é necessária a pesquisa das origens dessas relíquias, a fim de bem aproveitá-las nos dias atuais e prepará-las para o futuro.
A banda de música militar é originária da fanfarra de Cavalaria, formada por instrumentos de metal dos grupos da época medieval, existindo registros em documentos da antiga Roma. Seu emprego nos batalhões e regimentos de todos os povos é uma constante. A formação e a divisão instrumental variam de acordo com as características de cada país e de cada exército, levando em consideração o real emprego.
É fundamental destacar que a evolução das bandas de música e das fanfarras está ligada diretamente ao desenvolvimento dos instrumentos musicais, alguns surgidos nos primórdios da humanidade. Na associação evolutiva, resultam inúmeras possibilidades técnicas, estruturais e sonoras, sabendo-se que, no Primeiro Milênio d.C., esses instrumentos passam a ter o emprego direcionado verdadeiramente para as atividades militares. Alguns soldados, até então guerreiros, são requisitados para atuar como instrumentistas numa nova estrutura militar intitulada "banda de música".
Diversos tipos de bandas de musica foram sendo organizados de acordo com a quantidade e a variedade dos instrumentos de cada época. Na Síria, em 1191, foram introduzidas as trombetas, para chamadas e anúncios. Já nos séculos seguintes, o fife (pífaro) e a caixa clara foram os líderes dos instrumentos da Infantaria. Os Cruzados, de volta da Terra Santa, trouxeram a riqueza dos instrumentos usados pela Guarda do Sultão da Turquia. Na França, entre os anos de 1645 e 1715, Luís XIV de Bourbon mandou aumentar o efetivo das bandas dos seus regimentos. Na Alemanha e na Rússia, também foram criadas bandas em cada regimento.
Nos primórdios do Século XVIII, os compositores começaram a criar temas militares e patrióticos. A partir de 1750, as bandas passaram a ter estruturas definidas e organizadas dentro das unidades e a realizar apresentações em praças públicas.
Quando Dom João VI desembarcou no Brasil, em 1808, trouxe consigo uma banda formada por nove músicos. Em Portugal, cada Regimento de Infantaria do Exército possuía essa formação, sendo alterada, em 1815, para 11 integrantes. Outro aumento expressivo foi na Inglaterra, quando a banda integrante da Royal Artillery passou de 12 para 38 instrumentos. A França mostrou interesse no aperfeiçoamento, formando, em 1845, uma banda oficial com 48 instrumentistas. A Suíça copiou o mesmo efetivo da Prússia, que era de 36. O Exército Brasileiro possui, atualmente, uma divisão para o número de integrantes nas bandas e fanfarras, tendo de 16 até 96 músicos.
Segundo o Professor Florêncio de Almeida Lima, em seu livro Elementos Fundamentais da Música, "as bandas de música são excelentes fatores de cultura artística e concorrem poderosamente para o desenvolvimento do bom gosto do povo".
Na Guerra da Tríplice Aliança, nossos "guerreiros dos sons" estavam presentes, derrotando por inteiro a banda de música do 40º Corpo de Linha do exército oponente. Já na campanha da Itália, também houve contribuição com ações musicais, num efetivo de 120 músicos, integrando parte da Força Expedicionária Brasileira, o que levou brasilidade musical aos nossos Pracinhas.
Sobre a banda de música, George Fielding Eliot, militar da Escola de Comando e Exército-Maior do Exército dos Estados Unidos, escritor e jornalista especializado em assuntos militares e navais, em publicação na edição brasileira de novembro de 1953, da Revista Military Review, afirma em A Alma do Exército: "As canções que toca e as palavras que as acompanham podem parecer muito afastadas do heroísmo ou da devoção, mas o seu poder mágico e estimulante pode levar a alma dos homens a compreender certas verdades de que suas mentes duvidariam. Mais do que isto, ninguém pode dizer ao certo onde vive a alma do batalhão, mas a expressão dessa alma é, na maioria das vezes, encontrada na banda".
Sem dúvida, o verdadeiro significado da missão musical das bandas e fanfarras militares, quer sejam do passado, quer do presente, é conduzir a cadência rumo aos objetivos colimados.
Na oportunidade em que a Rádio Verde-Oliva, do Centro de Comunicação Social do Exército, completa 15 anos no ar, com inúmeras e variadas atividades voltadas à cultura e ao entretenimento, destaco o programa semanal "Bandas e Fanfarras", que tem divulgado e preservado as tradições patrióticas e castrenses, por meio da arte musical militar, o que enaltece os valores do nosso Exército, bem como revela as ações e os projetos incentivadores dessa arte, aproximando a tropa e a sociedade.

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Amilton Passos - 1º Ten QAO Mus - Regente
Escritor e Pesquisador da Arte Musical Militar
Autor da obra "A Alma da Tropa - Bandas de Música do Exército Brasileiro, da origem aos dias atuais" (Paris/2012).

Fonte: http://eblog.eb.mil.br/index.php/a-musica-militar-e-sua-harmoniosa-missao