Foto da capa

Foto da capa

- Dia do Soldado - Ordem do dia 2015

“Passou pela nossa frente animado, ereto no cavalo, o boné de capa branca com tapanuca, de pala levantada e preso ao queixo, pela jugular, a espada curva desembainhada, empunhada com vigor, e presa pelo fiador de ouro, o velho general-chefe, que parecia ter recuperado a energia e o fogo dos vinte anos. Estava realmente belo. Perfilamo-nos como se uma centelha elétrica tivesse passado por todos nós. 
Dali a pouco, o maior dos nossos generais arrojava-se impávido sobre a ponte, acompanhado dos batalhões galvanizados pela irradiação da sua glória.” 
Assim Dionísio Cerqueira, testemunha ocular, descreveu Caxias, então com 65 anos, na Batalha de Itororó. 
Era o mesmo Caxias que, 23 anos antes, depois de vencer e pacificar os Farrapos, celebrando a paz em Ponche Verde, conclamou os brasileiros: “Abracemo-nos e unamo-nos, não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da pátria que é a nossa mãe comum”.
Mostrava assim aos brasileiros que somente a superação dos antigos e injustificáveis antagonismos abriria caminho para a construção do desejado futuro grandioso.
Era o grande soldado, com visão de estadista, mirando o futuro, a dizer-nos que o Brasil teria um único Exército, o Exército de todos os brasileiros, guardião da integridade, da estabilidade e da democracia, integrado por cidadãos, cumpridores das leis, regulamentos e normas.
Exército que ensina nas suas escolas, desde muito cedo, a disciplina própria dos homens livres, que estimula a fraternidade, o entusiasmo e a criatividade.
Exército em que o manto do patriotismo acolhe a todos, igualando oportunidades, independente de raça, credo, naturalidade, alinhamento político, condição econômica ou nível social.
Exército que recruta, educa, ensina, profissionaliza e incute valores, devolvendo à sociedade e às famílias cidadãos melhores, capacitados a construir um futuro promissor (Continua na página 2) Ordem do Dia para si e para o País.
Exército que, apegado às tradições, zeloso da própria história e orgulhoso de seus antepassados, busca constante aperfeiçoamento.
Exército que, inteligente, criativo e operoso, lança-se ousado para a Era do Conhecimento.
Exército que objetiva transformar-se por meio de projetos amplamente apoiados na indústria nacional, na vanguarda da pesquisa e do desenvolvimento, geradores de empregos e de avançadas tecnologias, sobre os quais repousarão as capacidades operacionais do Exército do futuro.
Dentre eles, merece destaque o SISFRON – Sistema Integrado de Vigilância de Fronteiras –, a ser compartilhado com as nações vizinhas, com seu duplo papel.
De um lado, atenderá à mais premente demanda das populações dos grandes centros urbanos, que clamam pela proteção contra o flagelo das drogas, das armas clandestinas e do contrabando.
Por outro, potencializará benefícios sociais, trazendo novas soluções para a educação, a saúde, a vigilância sanitária, o controle ambiental e a defesa civil, além de informações sobre o clima.
Esse é, enfim, o Exército de Caxias, o “Braço Forte e Mão Amiga” em que os brasileiros de todos os rincões encontram proteção e segurança, razão pela qual o elevam, ao lado da Marinha de Tamandaré e da Força Aérea de Eduardo Gomes, à condição de Instituição com o mais elevado índice de confiabilidade do País. 

Brasília, DF, 25 de agosto de 2015 
General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas 
Comandante do Exército


Fonte: http://www.eb.mil.br/documents/16541/6940667/Dia+do+Soldado+2015.pdf/df642f97-3e88-49f1-af8a-bb8993df83b3

- Premiação da 1ª Olimpíada de Leitura Exposição Aldravinturas da ALACIB.

A Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil realizou reunião solene em 22 de Agosto de 2015, no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP, às 16 horas. "Duas cartas, uma história de afeto: Alberto de Oliveira e António Nobre": esse foi o tema da palestra do acadêmico e professor da UFOP, José Luiz Foureaux de Souza Júnior. O palestrante abordou o embate afetivo entre dois seres, como motivo de curiosidade, admiração e, por vezes, decepção. O que se apresentará será um conjunto de ilações a partir de indícios que se espraiam em duas cartas trocadas entre os poetas portugueses, ambos estudantes em Coimbra, Alberto de Oliveira e António Nobre. O seu tempo, as suas condições - sociais, morais, culturais - têm papel decisivo na consolidação da amizade que os une.
A ALACIB deu posse presencial a Membros Correspondentes: Sebastião Fonseca e Silva, jornalista, e Levy de Figueiredo Gomide (Viko Uai Gomide), poeta, representantes da cidade de Santa Bárbara - MG.
A ALACIB fez entrega da premiação da 1ª Olimpíada da Leitura do 'Projeto Poesia Viva', realizada em escolas de distritos da Rede Municipal de Ensino de Mariana. Os alunos vencedores receberam Medalha, Certificado e premiação em dinheiro. 1º lugar - Renielle Bárbara Ferreira Gomes (9º ano). 2º lugar - Liciane Alvernaz Pena (9º ano), ambas da E.M. Antônio Gabriel de Carvalho (Distrito: Cláudio Manuel). 3º lugar - Gustavo Henrique da Silva (8º ano), aluno da E.M. Paracatu de Baixo. A professora de Língua Portuguesa, destaque na 1ª Olimpíada da Leitura, ALINE CRISTINA FERREIRA, recebeu a Medalha e do Diploma de Mérito Cultural e Educacional. A E.M. Antônio Gabriel de Carvalho, destaque no certame, recebeu a Medalha de Mérito Cultural da ALACIB.
A Presidente fundadora da ALACIB, Andreia Donadon Leal, finalizou a reunião convidando os presentes para visitarem mostra da Exposição Aldravinturas.

1  2

3  4

Por: Andreia Donadon Leal - Deia Leal (Mestre em Literatura  pela UFV)

jbdonadon@jornalaldrava.com.br

- Movimento Aldravista abre exposição em Brasília

“ALDRAVINTURAS – muita cor, nenhum Limite!”

À primeira vista, pontos, gotas, manchas, borrões. Aos poucos, o olhar mais demorado vai revelando sentidos construídos por tramas de traços coloridos.

A coleção“ALDRAVINTURAS – muita cor, nenhum limite”, da artista plástica mineira aldravista de Mariana, Deia Leal, convida o público ao diálogo e à livre interpretação. O espectador vai precisar de sensibilidade e de olhar demorado, para tentar desvendar as manchas e intervenções propostas pela autora.

São obras inusitadas, que passeiam por paisagens devastadas e floridas de Minas Gerais, e finalmente, intervenções artísticas em peças de roupas de pessoas falecidas, ou homenageadas pela artista.

Os quadros, construídos com acrílica e nanquim, são resultado de uma explosão de cores, apoiadas em suportes diversos como tela de algodão, papel cartão, eucatex e peças de roupas.

A artista faz parte de um grupo de filósofos, artistas e de poetas que criou o Movimento Mineiro de “Arte Aldravista”. A proposta visual alia o conceito à superação do traço, abdica-se da figuração para buscar conceituação na experimentação extrema do signo indicial de Charles Sanders Pierce (1839-1914), em que a proposição metonímica instala-se na contiguidade como propulsora da significação. A artista lança, ainda, uma nova proposta de arte sobre papel cartão, em que manchas sincronizadas pelas elaborações de jogos tonais e de padrões simbólicos da cultura das cores, aliados à erupção de temas pré-estabelecidos, fazem borbulhar narrativas. A exposição completa de uma paisagem é redundância; por isso, a ALDRAVINTURA é metonímica, é apenas uma porção insinuadora de alguma totalidade, é inicial e provocativa; é densa de proposição discursiva e instiga o espectador a construir uma narrativa do cotidiano, contígua à das políticas governamentais e pessoais que guiam os destinos das sociedades. Seja pelas significações simbólicas das cores, seja pelas cenas enunciativas dos discursos sociais de ocupação dos espaços pictóricos, a ALDRAVINTURA é uma proposta de arte que faz pensar, que exige leitura e referenciação, bem ao estilo Aldravista de fazer arte – indica um caminho (toda aldravintura tem título) e deixa o espectador segui-lo, segundo suas opções e escolhas.

Aldravismo - Sinônimo de liberdade, a arte aldravista faz referência à superação de barreiras formais de produção e expressão, à possibilidade de ousar e de criar conceitos novos. Nascido na cidade de Mariana, no ano 2000, o Aldravismo é um movimento de escritores, filósofos e artistas visuais que propõe interpretações inusitadas de eventos cotidianos. A aldrava, argola de ferro utilizada antigamente para bater nas portas, é o símbolo do movimento. Além da liberdade, o ALDRAVISMO tem outro pilar: a metonímia. Trazida da literatura para as artes plásticas, a figura de linguagem, que relaciona o todo e a parte, ganhou uma interpretação plástica e chegou às telas na forma de supressão de elementos. Não se pretende mostrar uma totalidade, mas apresentar indícios. Nas experimentações metonímicas de Deia Leal não são mostrados objetos inteiros, mas manchas, pinceladas que insinuam a intencionalidade da artista sem, contudo, impor o sentido final. O significado de cada obra será construído conjuntamente pelo espectador, conforme sua vivência, sua bagagem existencial.

1

2DEIA LEAL (Andreia Donadon Leal) é poeta, contista, cronista, artista plástica, uma das criadoras da “aldravia”. Licenciada em Letras pela UFOP, Pós-graduada em Artes Visuais - Cultura e Criação, Mestre em Literatura pela UFV. Diretora de Projetos Culturais da Aldrava Letras e Artes, Presidente Fundadora da ALACIB e da ABRAAI. Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, e da Academia Feminina Mineira de Letras.

Autora dos seguintes livros. : 1- Nas Sendas de Bashô (quase!-haicais); 2- Cenário Noturno (poesia); 3- Aldravismo: uma proposta de arte metonímica (ensaio); 4- Ventre de Minas (poesia: Ventre); 5- Aldravias em Germinais (poesia); 6- Flora: amor, demência e outros contos (conto). 7- Essências: sonhos e frutos e luzes (poesia); 8-Depois de Minha Morte (romance) 9- Pés no Chão (crônicas). 10 – Megalumens (aldravias). 11 – Brevidades (crônicas). 12- Os quatro Meninos (literatura infantojuvenil). 13- As quatro Meninas (literatura infantojuvenil). 14- Aldravismo: uma proposta de arte metonímica. 15- Inverno: uma estação em três turnos(aldravias).

Participou de exposições coletivas internacionais representando o estado de Minas Gerais na: Espanha, Itália, Áustria, Polônia, Alemanha, República Dominicana, Argentina, México, República Tcheca, China, Tailândia, Hungria, Eslováquia, Portugal, Chile (Museu Pablo Neruda), França (Museu do Louvre). Exposições Individuais: em Mariana, Itabira, Viçosa, Juiz de Fora, Santa Bárbara, Belo Horizonte, e em setembro de 2015, no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça – DF – Brasília, coma exposição “Aldravinturas: muita cor, nenhum limite”. Medalha de Bronze da Academia de Artes, Ciências e Letras da França, fundada em 1915, em Paris, pelos relevantes serviços prestados às letras e às artes. Recebeu em 2012, a Medalha de Ouro da Academia de Mérito e Devoção Francesa – sob a égide da República Francesa, no Círculo Republicano de Paris, em março de 2012.

Por: JB Donadon - jbdonadon@jornalaldrava.com.br

 

 

- Simpósio Internacional - BRASIL NA II GUERRA MUNDIAL

O Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense realizará  o SIMPÓSIO  INTERNACIONAL: O BRASIL NA II GUERRA MUNDIAL, no período de 17 a 21 de agosto DE 2015 no Campus Gragoatá - Niterói/RJ.

image (2)

- Palestra “Operações no sudoeste da Argélia e Mali pela Brigada de Infantaria do Exército Francês

O palestrante Marcelo Etiene é brasileiro com descendência francesa e após concluir o curso de piloto de aeronave de asa rotativa, incorporou as fileiras do Exército Francês (l’ Armée de Terre)  no Centro de Formação e Recrutamento das Forças Armadas (CIRFA), no ano de 1985 na cidade de Lille, sendo incorporado ao 6e Régiment d'Hélicoptères de Combat de l'Aviation Légere de l'Armée de Terre (L'ALAT), em Camp de Margny-lès-Compiègne.

Inicialmente, participou como Tenente-Aviador, em operações no Mali e no SO da Argélia com o objetivo de preservar a integridade do efetivo civil encarregado de desativar refinarias e depósitos químicos. Lutou em Bordj Mokhtar, o mais sangrento de todos os combates daquele Teatro de Operações, a batalha que “nunca aconteceu”, operações que não foram registradas para a posteridade.

image (1)

- Do Instagram... Esses professores.

"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, 
a bondade com os maldosos; e, por incrível que pareça, 
sou grato a esses professores." (Khalil Gibran)

www.instagram.com/amiltonmpassos