Foto da capa

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- Dia do Músico Militar na APMMG/2014

Por Amilton Passos

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Belo Horizonte-MG - A Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, situada na capital mineira, Belo Horizonte, foi palco no último dia 21 de novembro, de significativa atividade alusiva ao dia do Músico Militar.

A convite do Cel PM Hebert Fernandes Souto Silva (Comandante da Academia de Policia Militar MG) e do Cel PM Fabiano Villas Boas (Comandante da Diretoria de Comunicação Organizacional), participei das atividades desenvolvidas.

Após a solenidade com a presença das autoridades e músicos das diversas organizações civis e miliares, inicio-se as atividades do Workshop/2014, com o objetivo de proporcionar aprimoramento técnico aos músicos militares. As oficinas foram ministradas por renomados professores na área musical em Minas Gerais e no exterior.

Parabenizo os organizadores, em especial o 1º Ten Mus Marco Aurélio Araújo Lacerda, que não mediu esforços para o sucesso do evento. Parabenizo ainda a todos os músicos militares do nosso Brasil, por tão importante data e importante missão. Sucesso e aplausos para todos.

Transcrevo a mensagem proferida pelo Cel PM Fabiano Villas Boas, Comandante da Diretoria de Comunicação Organizacional:

“A Bíblia, Cap 6 do livro de Josué descreve a batalha que este empenha em Jericó contra Cananeus. Ao som das trompas construídas com chifres de carneiros, o Shofar, as muralhas de Jericó, com mais de 7 metros de altura cedem, ao som destas trompas, e Josué conduz seus homens à vitória.

Os gregos acreditavam que cada modo da escala musical imitava um afeto humano, e, portanto, tinha também a capacidade de provocá-lo. A isso davam o nome de ETHOS. Quando se queria provocar a paixão, se escolhia um tipo de modo, a piedade outro e consequentemente, para a guerra outro modo.

Em Roma, a música militar era mais organizada. Três instrumentos de sopro faziam parte dos músicos da tropa, classificados de TROMBA. A eles se uniam os tambores. Havia um dia festivo para estes músicos, os AENEATORES, chamado Tubilustrium. Era o dia 23 de maio.

As notas musicais tinham funções diversas, mas uma das mais importantes e indispensáveis à época, era a transmissão de ordens dos comandantes das tropas no campo de batalha. Aonde a voz não chegava o som em notas musicais penetrantes e de grande volume não deixavam dúvidas aos combatentes sobre o que fazer no pandemônio da Batalha.

A história sobre os músicos militares é interessante, minuciosa e cativante, mas, em fim, Napoleão Bonaparte foi quem deu status diferenciado aos músicos da tropa. Para ele, as másculas harmoniosas inspiravam audácia e coragem aos soldados (Ai se engloba todos, do Comandante ao mais subalterno). Na Mogúncia, em 1813, Napoleão escreveu a seu ministro da guerra “Passei em revista a vários regimentos que não tinham banda. Isto é intolerável! Apresse-se em enviá-las.”

E assim as bandas militares foram se constituindo no mundo inteiro e sempre servindo de referência musical na sociedade a qual ela servia por meio de suas instituições.

Napoleão tinha razão. Difícil é encontrar um militar, seja de qual força for, que ama o que faz, bem como à instituição a que pertence, que algum dia não tenha se emocionado ao sentir o efeito da batida do bumbo em seu estômago. Confesso neste momento, após 26 anos e nove meses de efetivo serviço, o passar da banda de música em um desfile de tropa ainda me faz arrepiar e ter que engolir as lágrimas emocionadas pelo orgulho de pertencer à PMMG. Não tenho dúvida que este sentimento me acompanhará pelo resto de minha vida, pois assim o foi com meu saudoso avô e assim o é com meu pai.

E é justamente pela emoção que sentimos decorrente das várias atuações dos músicos militares durantes as diversas fazes de nossas carreiras, é que nos enchemos de coragem e de audácia para partimos todos os dias para esta guerra urbana que assola o Brasil, na busca constante e incansável pela paz social.

Os músicos militares são extremamente importantes, pois asseguram a cultura militar, fortalece o moral de tropa, e estimula a cultura musical, no meio militar e civil.

Quando necessário são mais que músicos. Nos dias atuais, se incorporam à tropa, não para tocar as ordens dos comandantes, mas para combaterem a criminalidade por meio da prevenção e repressão criminal.

E quando não, lá estão abrilhantando eventos públicos e sociais, demonstrando que a PMMG e outras instituições tem seu lado cultural e social.

Hoje temos a grata e honrosa satisfação de termos sob a subordinação da Diretoria de Comunicação Organizacional, o Centro de Atividades Musicais. Tenham a absoluta certeza de que temos a plena consciência da importância e do desempenho dos senhores e senhoras. Estaremos trabalhando sempre juntos.

Enfatizo aqui a parceria fundamental com a Academia de Polícia Militar na administração do Centro de Atividades Musicais por meio de uma sintonia fina e harmoniosa. Na oportunidade, agradeço ao Sr Cel Hebert, Comandante deste Educandário, pelo apoio constante à DCO.

Parabenizo a todos os organizadores das comemorações do dia do músico, diretos e indiretos, assim como os participantes das atividades programadas pelo sucesso e alto nível do evento.

Muito obrigado e um bom Dia!”

Assina: Cel PM Fabiano Villas Boas

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